
Oh solidão
Que os mortais depositam
Suas entranhas
Em prantos de lágrimas.
Seque-nos
Ao ponto de nada
Nos restar.
Mostre-nos o abismo oh solidão
Ao ponto que não nos aguentemos.
Afunda-nos a uma superfície oh solidão
Tão inferior quanto o magma.
Mate-nos oh solidão
Ao ponto que nossa crueldade se evapore
Ao ponto que nossos sentimentos morram
Ao ponto que nosso pungido coração
Não viva somente do abjeto humano
Do ter e viver.

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